Home Arquivo de Notícias Destaques Colóquio: Reflexões sobre o tempo
Colóquio: Reflexões sobre o tempo Imprimir E-mail

Convidamos a todos para, na próxima sexta-feira (04/08), às 11:00, na sala de seminários 201, o colóquio extraordinário ministrado pelo Prof. Dr. Luiz Roberto Evangelista (UEM). O tema será "Reflexões sobre o tempo na física, na filosofia e na literatura", todos são bem-vindos! Vejam a continuação desta notícia para mais informações.


O Prof. Luiz Evangelista estará apenas no fim desta semana na UFF, quando teremos a oportunidade de ouvi-lo falar sobre o tema de uma trilogia literária que o mesmo acaba de publicar. O título e o resumo da apresentação seguem abaixo.



Título: 'Tempora sunt tria' - Reflexões sobre o tempo na física, na filosofia e na literatura

Resumo:
O tempo é o nosso tema. Provavelmente, é o argumento mais difícil de ser tratado seriamente por qualquer expositor. Dizia o escritor argentino Jorge Luís Borges que o tempo é o problema essencial; que, resolvido esse problema, tudo seria resolvido; acrescentava, porém, que não há qualquer perigo de que o problema seja resolvido e, assim, permaneceremos sempre ansiosos. A nossa reflexão será devotada a um problema que, de partida, sabemos que nos derrota, que nos vence. Um problema que diz respeito à vida, a do homem em particular, e à história do Universo. Isso explica por que todas as áreas do conhecimento estão envolvidas com o problema do tempo!

A poesia e a literatura concedem-lhe um lugar de honra; a religião cristã lhe atribui um papel duplo, crucial, mas também completamentar: é necessário que haja o tempo até quando não haja mais! A filosofia foi derrotada pelo tempo em todas as suas frentes. A física se jacta de ter resolvido o problema por meio das leis da natureza. Em um primeiro momento, poder-se-ia aceitar a solução considerada pelos matemáticos, isto é, a solução trivial: o tempo não
existe, é uma ilusão! Uma vez resolvido o problema da sua existência, negando-a, é necessário, todavia, considerá-lo como existente, porque, de todo o modo, ele è percebido no mundo macroscópico, ou seja, na vida!

O tempo deve existir porque há relógios e, forçosamente, deve-se dar-lhes um papel também na esfera do pensamento abstrato, já que eles são cruciais para os experimentos! E o tempo, assim, de ilusão se torna real; renasce!

Partindo de uma frase de Santo Agostinho2 (?os tempos são três??), neste Colóquio dividimos a nossa reflexão sobre o tempo em três partes. A primeira parte é dedicata ao tempo passado, ou seja, à memória, evocando o pensamento dos gregos e do próprio Agostinho. A segunda parte da apresentação é dedicata à percepção. Revisitam-se brevemente as concepções da física clássica e contemporânea a respeito do tempo, enfatizando-se o papel da reversão temporal e os argumentos estatísticos de Boltzmann na interpretação da Segunda Lei da Termodinâmica. A terceira e última parte, reservada à expectativa, é dedicada à análise, em linhas muito gerais, de como o tempo é tratado na literatura científica do século XXI.